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Administração de Realeza dá início para a nova etapa do Projeto ‘Realeza Ecológica’

Postada em 22/04/2014

O projeto, criado no Município há mais de dois anos, tem como objetivo principal a conscientização dos munícipes em relação á preservação do Meio Ambiente e à redução máxima do uso de sacolas plásticas

 

Conforme o Secretário de Administração de Realeza, Jaci Poli, esse é um projeto de grande valia que o Governo Municipal está desenvolvendo junto aos supermercados de Realeza. “O Projeto Realeza Ecológica já foi discutido e aprovado por todos os integrantes do Executivo, bem como do Legislativo Municipal. Agora, pretendemos avançar ainda mais com esse projeto, tendo em vista que sua primeira fase, já executada aqui em Realeza, trouxe muitos resultados positivos para o desenvolvimento do Município e para a preservação do Meio Ambiente”.

É importante salientar que o Projeto Realeza Ecológica foi iniciado há mais de dois anos, através de uma ação de conscientização, sem nenhuma lei que impusesse sua execução. “Há dois anos, essa foi a forma mais correta que encontramos de incentivar a preservação do Meio Ambiente e a redução máxima do uso das sacolas plásticas nos mercados e outros pontos comerciais do nosso Município. Para que isso se tornasse realidade, executamos uma ação a partir da iniciativa da Associação Comercial, assinando um acordo de atividades cujo objetivo fosse promover o uso de sacolas ecológicas”, destacou o Secretário.

Recentemente, a equipe administrativa realizou uma reunião com os comerciantes para repassar alguns conhecimentos e informações necessárias em relação ao projeto Realeza Ecológica. “Queremos continuar avançando dentro desse trabalho, contribuindo cada vez mais para a melhoria da qualidade de vida e também para a preservação do Meio Ambiente. Sem dúvidas, vamos ampliar cada dia mais esse projeto, levando á todos os munícipes o conhecimento necessário sobre os efeitos negativos do uso de sacolas plásticas em curto e longo prazos, incentivando-os a aderir aos meios mais sustentáveis de transportar suas mercadorias. O cidadão tem que enxergar o seu papel nessa nova cultura que está sendo proposta, tendo em vista que o mesmo deve saber da sua responsabilidade e agir de forma ativa na busca por um descarte adequado dos resíduos produzidos. Dessa forma, as normas estabelecidas em favor do Meio Ambiente serão colocadas em ação pelas pessoas, que devem se sentir parte de um processo, no caso da coleta seletiva, e não simplesmente serem privadas de usar um recurso tão comum no seu dia a dia sem maiores explicações”, enfatizou, sabiamente, Jaci Poli.

De acordo com o Secretário, o uso das sacolas plásticas deve ser motivo de constante preocupação entre os consumidores, que precisam ser incentivados a criar essa consciência ecológica. As novas legislações, que seguem modelos já aplicados em outros países, são uma das maneiras de fazer o consumidor refletir sobre os impactos das sacolas plásticas no Meio Ambiente. “As sacolas plásticas são as principais causadoras de entupimentos nas passagens de água nos bueiros e córregos, contribuindo muito para a retenção de lixo e para as inundações em períodos chuvosos. As sacolas plásticas também são responsáveis pela poluição dos rios, se tornando altamente prejudiciais à vida dos animais. Estima-se que cerca de 100 mil pássaros e mamíferos morram, por ano, devido à ingestão de sacolas plásticas”.

A matéria-prima utilizada na fabricação das sacolas plásticas, o polietileno, é uma substância não renovável, originada a partir do petróleo. Com isso, essas sacolas demoram cerca de 200 anos para se degradarem na natureza. Além disso, a decomposição desse plástico polui o Meio Ambiente através da liberação do gás carbônico, um dos grandes causadores do efeito estufa. “Com a conscientização de quanto o uso das sacolas plásticas são prejudiciais ao Meio Ambiente, algumas alternativas estão surgindo para tentar reduzir sua utilização. As sacolas biodegradáveis surgiram como uma dessas alternativas, porém, elas exercem apenas uma função publicitária, para vender uma imagem ecológica. Os materiais realmente biodegradáveis são provenientes de fontes naturais, capazes de serem consumidos por microorganismos e se degradam em 180 dias, o que não é o caso das sacolas ditas biodegradáveis”, pontuou Jaci Poli.

Segundo o Secretário, é importante que todos os integrantes da Administração, bem como os comerciantes de Realeza, contribuam na conscientização dos munícipes em relação ao uso das sacolas plásticas. “A análise, a discussão e a divulgação de todos os argumentos prós e contras em relação ao uso de sacos plásticas é o ponto chave para gerar a conscientização ambiental. É necessário o início de uma mudança cultural e estrutural na relação do poder público, poder privado e sociedade no tocante aos resíduos. É preciso o engajamento de todas as classes envolvidas nessa questão: indústria, varejo e consumidores. Uma ação conjunta tem um grande potencial transformador, afinal, é possível ensinar a sociedade a ser mais sustentável, mas para isso as ações precisam ser bastante claras e muito bem arquitetadas. Deve existir uma sintonia entre o pensar e o agir, e só assim podemos afirmar que juntos estamos em busca de um planeta melhor”, finalizou ele, muito convicto e centrado em todas as suas importantes informações.