Notícias

Homem matou cunhada, agrediu esposa e se matou em Saltinho, diz Polícia

Postada em 23/04/2014

Para a Polícia, Vanderlei Kogh, matou a cunhada, Silvane Bortoli e deu tiro em si mesmo. Segundo o Delegado, o homem tinha um caso com cunhada e o crime foi passional

 

Silvane Bortoli tinha 20 anos, estava na casa da irmã e foi morta com uma pancada na cabeça. A Polícia Civil diz que foi Vanderlei Kogh, de 26 anos, que matou a cunhada e tentou matar esposa em Saltinho, no oeste catarinense. O crime ocorreu no início de janeiro. Após atacar as duas, ele atirou em si mesmo e chegou a ser socorrido, mas morreu alguns dias depois. Segundo a polícia, uma carta deixada por Vanderlei revela que ele e a cunhada estavam tendo um caso e o crime foi passional. O resultado da investigação, que durou três meses, foi divulgado no último dia 16.

 
A polícia diz que a cena do crime foi alterada, o que dificultou as investigações. A cunhada de Vanderlei, Silvane Bortoli, de 20 anos, foi encontrada morta com uma pancada na cabeça na residência do casal. A irmã dela e esposa de Vanderlei, Margarete Bortoli, de 23 anos, foi encontrada agonizando, ferida com um corte na cabeça. Ela ficou em coma por vários dias. Já Vanderlei estava na cama do casal, ferido com um tiro, mas a arma não foi encontrada junto ao corpo, por isso mais de uma hipótese foi levantada. Vanderlei morreu no hospital alguns dias após ser
internado.


Cena do crime 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Wilherm Negrão, a carta escrita por Vanderlei foi retirada da casa e entregue à polícia por um parente das irmãs seis dias depois do crime. O familiar teria dito que encontrou o bilhete no quarto de Margarete. Porém, segundo o delegado, exames periciais apontaram que o irmão e a mãe das duas alteraram a cena do crime. Os dois negam, mas vão ser indiciados e podem pegar de seis meses a quatro anos de prisão. "O corpo da Silvane foi removido e vestido apressadamente, a arma foi removida e a casa foi revirada, mas o caderno com a carta não estava no local. Possivelmente para querer evitar uma desonra familiar, pelas irmãs estarem envolvidas com o mesmo homem", afirmou o delegado.

Ainda segundo Negrão, a irmã de Silvane diz que não lembra de nada do que ocorreu na noite do crime. "Os médicos dizem que, como ela teve traumatismo craniano e foi agredida com violência, a pancada pode ocasionar esse apagão na memória", afirmou.


Segundo o delegado, a carta escrita por Vanderlei foi fundamental para a conclusão do inquérito. "Diz que pede desculpas à família e que estava sendo ameaçado pela cunhada". Segundo a polícia, Vanderlei e Silvane tinham um caso desde 2010 e no bilhete ele escreveu que a jovem pediu para que os dois ficassem juntos ou contaria à irmã sobre o caso.
A Polícia Civil ouviu 20 pessoas e um inquérito com mais de 200 páginas foi entregue ao Ministério Público pelo delegado Negrão. Junto com os documentos, a polícia devolveu caixas de remédios, um celular e o revólver usado no crime.