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Princesa comemora 21º aniversário de emancipação político-administrativa

Postada em 27/08/2016

Programação iniciou com a escolha da Senhorita Princesense 2016. Foram eleitas: Liziane Pellenz como a terceira senhorita e Fernanda Preus como segunda senhorita. Janaina Epping conquistou a maior pontuação e foi eleita a primeira Senhorita Princesense 2016.

Os 21 anos, comemorados com a emancipação que aconteceu no dia 29 de setembro de 1995, serão comemorados durante os meses de agosto e setembro. A programação iniciou no sábado, 27 de agosto, com a escolha da Senhorita Princesense. Dez candidatas disputaram o título: Jaine Andrade; Bruna Selzler; Claudia Copatti; Milena Mânica; Luziane Pellenz; Dayane Ramão; Monik Cristina Casa; Fernanda Carina Preus; Janaina Epping e Ana Julia Franck. O início do desfile foi por volta das 21hs30min no Clube da sede.

Os festejos, no mês de setembro, iniciam com mais uma edição da Kerb Fest, que acontece na comunidade da Vista Alegre, nos dias 10 e 11.  No dia 18 de setembro, o tradicional Costelão entra em cena, segundo Oli do Nascimento, prefeito do município.

Outro evento tradicional, que está incluso na programação, é a Festa do Vovô. “Esse é um evento tradicional em que reunimos todos os idosos do município para uma confraternização. Também tivemos muito sucesso: ano após ano uma participação muito elevada e esse ano a Banda Trio Maravilha fará a animação do evento”, afirmou o prefeito. Outra oportunidade de participar da comemoração é a participação no Jantar Italiano que acontece na Linha Pinheirinho, no dia 24 de setembro.

Além disso, para fechar as festividades do aniversário de Princesa, acontece no dia 30 de setembro a inauguração da arquibancada coberta e iluminação do módulo esportivo do município. “A gente espera que esse seja um grande evento porque vamos trazer os juniores da Chapecoense. Vamos mesclar alguns jogadores profissionais. Assim, poderão jogar com a seleção do nosso município”, ressaltou o chefe do executivo municipal.

Ainda segundo o prefeito, fazer parte dos 21 anos de história é gratificante: “A gente vê que o município desenvolveu muito em todos os sentidos. É um município que praticamente não tem problema de desemprego. Isso representa a capacidade de empreender com o suporte da administração municipal. É gratificante, como gestor público, ver isso”, afirmou Oli.

Além disso, a curiosidade também pode ser inclusa nessa história: por que do nome Princesa? O município ganhou esse nome por um fato. Conta-se da história de um caboclo chamado João Maria de Lara que morava em uma casa de pau a pique, próximo ao riacho onde hoje é o município. Dizia que via visões de uma princesa. Sobre a copa de um pinho de araucária, João contou suas visões aos habitantes do lugar. A história ficou conhecida e assim o lugar ficou conhecido como Princesa.

Um pouco da história: a colonização

A Colonizadora Imobiliária Princesa Ltda, com sede em Santo Cristo - RS foi a responsável pela venda das terras, através de um de seus sócios, o procurador Roberto Zeno Rockenbach, que veio residir em Princesa. A Imobiliária Princesa Ltda adquiriu suas terras da Colonizadora e Madeireira Bandeirante Ltda, com sede em Caxias do Sul-RS, onde era procurador o Sr. Ruy Luchesi – Gleba Pepery-Chapecó. Compondo-se a Imobiliária Princesa Ltda dos seguintes nomes: Henrique Otto Drogemoller, Carlos Wieser, Roberto Zeno Rockenbach, Antonio Kuhn, entre outras, todas oriundas de Santo Cristo - RS.

A colonizadora ao dividir a gleba em lotes rurais preocupou-se em escolher um local para a sede, pois se intencionava ali fundar uma cidade, dividindo o local escolhido em 40 quadras, com 10 lotes urbanos de 1000m² cada, totalizando 400 lotes, com ruas e avenidas já demarcadas. A colonizadora doou uma quadra para ser a praça, e outra para ser a igreja e uma chácara para freiras que ali viessem a se estabelecer.

Os primeiros colonizadores, que aqui chegaram atraídos pela abundância de madeira de boa qualidade e terras férteis a custos reduzidos, chegavam até São José do Cedro - SC, onde ficaram alojados alguns meses até que se abriam as estradas até Princesa. Depois das estradas abertas faziam as mudanças de carroça até Princesa, o que ainda demorava dias. Sendo seus fundadores na maioria de origem alemã e italiana, e ainda muitos mestiços.

Os habitantes que outrora chegavam a Princesa vinham trazendo consigo toda a sua bagagem cultural como: vocabulários, costumes, tradições, pratos típicos e sobre tudo, muita vontade de trabalhar e vencer. No início da colonização de Princesa, a atual sede do município de São José do Cedro ainda era insignificante e pela localização geográfica de Princesa, dizia que por esta região, por um levantamento já feito, passaria a estrada geral que ligaria São Miguel do Oeste a Dionísio Cerqueira, o que gerou um progresso inicial.

A comunidade progredia significativamente, com a extração da madeira e sua comercialização. Como é de praxe, no início de uma comunidade, os pioneiros construíram em novembro de 1952 uma escola para instruir na alfabetização os filhos dos colonos, servindo a mesma também de igreja, onde se reuniam aos domingos para rezar.